no fue en vano


Partidas

Na vida existem partidas. Aquelas boas, outras que não desejamos. Em minha vida sempre existe uma pessoa que parte e volta, parte e volta...  Tava em Salvador lendo um livro lindo de Elisa Lucinda (ok, admito minha fase "Elisa Lucinda", portanto aguentem... risos), Contos de Vista e no final de um conto "Click, encontrei este trecho, perfeito, lindo, emocionante:

"Ele não disse mais nada com palavra de se falar com boca. Spo beijo que come lágrima. Meus olhos dentro do dele já concordavam: fomos feitos mesmo para partir. Partir é para quem pode. Pra quem fica. Partir é para quem permanece."

Beijos e carinhos à todos.



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 12h55
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DE volta

Bom, viajei, descansei, então, acho que desestressei.... risos.
Ai deu vontade de escrever de novo... risos.
Beijos

Escrito por Ana Cláudia Rocha às 20h15
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Elisa Lucinda

Ando encantada com Elisa Lucinda:
Da chegada do amor


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 20h14
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FÉRIAS

Povo querido, ando meio sem tempo e sem saco de escrever no blog. Então, vou dar um tempo, ok?

Bjs



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 12h12
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Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida (...)
Feranando Pessoa


Bom, acho que a realidade tem se mostrado um pouco caótica neste país. Não quero descreditar em tudo. Quanto menos desejo perder as esperanças nos sonhos...
Acho que a vida muitas vezes é excessiva, por isso precisamos viajar mais...
Para dentro de nós, para outras cidades, para outras almas, para outras casas, para outros sorrisos...
Prefiro sorrir e viajar a ter alucinações tão excessivas quanto à realidade!
Beijos e carinhos para todos!

Escrito por Ana Cláudia Rocha às 19h38
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Coisas que me fazem rir quando lembro.

Coisas que me fazem rir quando lembro...

Wilson Doll falando: agora eu decidi que gosto de milho verde! Demais!
Elton Becker declamando como Edna... Saltitante e dramático! Hilário!
Luiz Fernando Guimarães falando: Vazia!! Vc é vazia!!! Para a sua ex-mulher na série Minha nada doce vida.
O menininho da mesma série fazendo cara de tédio!
Ione e o namorado passeando no shopping. Ela: com a cara toda preta depois de uma queda. O povo: olhando para o namorado como se fosse o agressor!!!!
João Ubaldo Ribeiro afirmando que em sua casa existe um triângulo das bermudas, pois lá tudo some!
Algumas crônicas do livro: Mentiras que os homens contam, de Luiz Fernando Veríssimo;

Beijos.



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 13h37
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AS ITES

A foto é de um homem, mas poderia ser minha! Porque estou assim, de lencinho na mão, tossindo, espirrando, uma coisa triste! Cheia de rinite!

Mas tô melhorando viu, povo?

Bjs



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 13h36
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Sem fazer nada!

A pessoa tá aqui, esperando chegar o horário da aula, viajando na net e separando coisas bonitas para vocês... risos.
Hoje entrei no blog de Wilson, adorei os coleinhos de chocolate, com as devidas partes do corpo comidas... Risos.
No mais estou aqui, louca para chegar o feriadão de micareta, pq quero descansar, ver filmes e ficar de cara prá cima, sem fazer nada, ao menos um dia inteiro. Quem sabe eu consigo?
Micareta? Argh! Tomei pavor! Não posso ouvir nem um acorde de axé, pagode, ou coisa parecida! Tudo ficou muito medíocre! Não tolero mais certas coisas...
Bom, vou aplicar uma provinha ali, depois posto mais alguma coisa e respondo os posts, ok?
Beijos e boa noite.


Escrito por Ana Cláudia Rocha às 18h57
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Perdão
Vitor Ramil

Composição: Vitor Ramil

Perdôo o sol
Que aquece meu corpo
Perdôo o ar
Que me alimenta
Perdôo a dor
Que desistiu de mim
E a solidão
Que não foi tanta como eu quis
A quem me quer
A quem me vem
A quem me ama
Quero perdoar
Ao violão, à voz
A tudo que soa e salva
Meu perdão
Perdôo o quanto me fui
Do que me fiquei
Por me levar
Por não saber
O mal que me fiz

Escrito por Ana Cláudia Rocha às 18h51
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Aceitarás o amor como eu o encaro ?...


Aceitarás o amor como eu o encaro ?...
...Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.


Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.


Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.


Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.
Mário de Andrade

Fiquei pensando que nunca li muita coisa dele...
E ele escrevia de forma tão linda...

Escrito por Ana Cláudia Rocha às 18h13
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Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros
        Onde quer que estejamos.
Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros
Onde quer que moremos. Tudo é alheio
        Nem fala língua nossa.
Façamos de nós mesmos o retiro
Onde esconder-nos, tímidos do insulto
        Do tumulto do mundo.
Que quer o amor mais que não ser dos outros?
Como um segredo dito nos mistérios,
        Seja sacro por nosso
.

F. Pessoa   09/06/1932



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 11h54
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LISTA DE NECESSIDADES

Preciso:

Dormir mais
Tomar alguma coisa alcóolica
Economizar mais
Viajar de novo
Ir ao Uruguay no verão
Rever Bettina
Voltar à São Paulo o mais rápido possível
Colocar mais músicas no meu ipod
Lavar meus tênis
Arrumar minhas roupas de inverno
Terminar de ler O Livro do Dessassego
Entender mais o I Ching
De tempo para ler meus e-mails
Fazer uma receita de filé com molho de vinho
Comprar o presente de aniversário de Marcelo
De um notebook
Me planejar para o doutorado
Ir ao Rio de Janeiro, fazer contatos para o doutorado
Emagrecer mais uns três quilos
Sair de casa (risos)
De sexo (gargalhadas)
E de todos vocês

Beijos e amor

Escrito por Ana Cláudia Rocha às 20h43
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Anais Nin

 

A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo. Anais Nin

Não vemos as coisas como elas
são, mas como nós somos"
(Anais Nin)

 Anaïs Nin nasceu na França, em 1903. Viveu durante anos em Nova York, mas retornou à Europa na década de 30. Foi discípula das descobertas psicanalíticas e precursora do feminismo e da revolução sexual. As relações sexuais e amorosas são o fio condutor de todo o seu trabalho. Sua obra principal são os seus diários, que compreendem vários volumes. Anaïs Nin morreu em Los Angeles, em 1977. http://www.lpm.com.br/v2/livros/layout_autor.asp?ID=75

Quem quiser saber mais...

 http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/biografias/anis/anis.shtm

 

Fiquei pensando que nunca li nada completo dela...

Quem sabe compro os diários?

 Beijos



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 17h32
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 Busca mis ojos,
toma mi mano, acércate.
Este es tu sitio,
ésta es tu taza de café.
No digas nada,
dices con la mirada más de lo que crees.


Raquel - Jorge Drexler

Bom, como diriam os uruguayos soy una adicta de Jorge Drexler! Ouço sem parar! A voz é belíssima, afinada, doce. As letras são lindos poemas.

As músicas de Drexler são minhas companheiras de ônibus... risos. Comoco meus fones no ouvido e pronto, podem me esquecer. Torno-me um ser anti-social, sem nenhuma vontade de conversar com ninguém no ônibus... risos. Marcelo já me falou que sofre do mesmo mal, Elton Becker também... Pelo menos ouvimos boa música e não uma prosa ruim. Risos.

 Ya estoy en la mitad de esta carretera
Tantas encrucijadas quedan detrs...
Ya est en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea

Todos los altibajos de la marea
Todos los sarampiones que ya pas...
Yo llevo tu sonrisa como bandera
Y que sea lo que
Sea

Lo que tenga que ser, que sea
Y lo que no por algo ser
No creo en la eternidad de las peleas
Ni en las recetas de la felicidad

Sea - Jorge Drexler

 



Escrito por Ana Cláudia Rocha às 16h04
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A la deriva,
llevas el alma en el timón.
Vas por la vida,
solo escuchando al corazón.
Buscas un puerto,
buscas un cielo abierto
lejos del dolor...

Raquel - Jorge Drexler



Desculpe estou um pouco atrasado, mas espero que ainda dê tempo... Nando Reis

Bom, depois de alguns meses estou de volta ao blog. Pensei muito nele, durante todo esse tempo. O que fazer? Continuar? Não tinha vontade... Mudar de blog? Mudar de nome, de site, de tudo? |Mas acho que sou mesmo conservadora com a as minhas coisas íntimas... Decidi que voltaria, que o nome dele diz tudo: no fue en vano! Acho que é o sentido da vida, da minha vida. Não consigo pensar que algo que fiz foi em vão... Acho que sou mesmo uma esperançosa incorrígivel... Prefiro ter esperança a ser amarga. Tristeza e amargura não combinam comigo, com minha alegria. Talvez tenha deixado de escrever porque fiquei muito triste com a morte da minha avó, porque fiquei cansada por não ter férias... São as fadigas da vida adulta... Nada para matar ou morrer, é certo, mas que dá um desânimo dá né?
Acho que andei meio enjoada da net. Msn, orkut, tudo isso me cansou um pouco. Acho que a falta de tempo contribuiu também. Mas a fadiga passou... Risos e estou de volta!
Uma coisa que me fez decidir voltar hoje foi ver um comentário de Indra, que tem um blog maravilhoso, completo, aqui no meu simprérrimo (como diria Thaís). Valeu Indra! Um beijo grande!
Beijos povo querido!!!!!!

Escrito por Ana Cláudia Rocha às 20h38
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